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Ontem Negro, hoje Branco

13/11/2015

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Vidência: Vi um homem negro que aguardava no astral o momento da comunicação. Sua mente parecia transportada para o passado e pude ouvir sons que ecoavam em sua memória: "negro tição!..." Ele, percebendo a minha sintonia com as suas lembranças, começou a falar:

 

Fui negro, é verdade.

Hoje sou espírito; espírito não tem cor, espírito tem todas as cores.

Já fui negro, já fui branco, nasci índio e amarelo. Vivi muitas vidas. Em muitas plantei, mas nenhuma foi tão importante como aquela em que colhi.

Como branco, massacrei povos simples e humildes. Julgando-me superior, dominei e fiz sofrer.

Escravo nasci, trazendo na pele a sentença do carma: "Serás negro".

Adentrei a vida física trazendo, em mim, a marca daqueles que muito tem a resgatar.

Cresci, lutei, venci!

Cumpri o que fora combinado e a meu povo devolvi a dignidade outrora roubada. Que cada um faça de sua dignidade o que bem quiser. Podem dá-la de graça, negá-la, recusar-se a ela, mas negros que somos, nada nos diminui. Pelo contrário, com sua história de sofrimento, nosso povo carrega na cor o estandarte da liberdade.

Somos livres, livres do preconceito, do ódio, da dor.

Conquistamos, com suor e muito esforço, o caminho do amor. Quem quiser seguir conosco, branco, negro, irmãos de toda cor, pegue, então, sua cruz, como determinou o Mestre Jesus e venha cantando louvor, pois o "plano divino" nos coloca em igualdade de condições, na busca pelo progresso.

Ontem negro, hoje branco.

Não adianta desprezar, todos passarão pela prova de experimentar a cor negra. É a lei da reencarnação, multiplicando oportunidades de mostrar aos seres humanos que a paz se constrói com a igualdade.

 

 

Salve, salve a raça negra!

Povo forte e destemido!

Salve a luta, em favor do oprimido!

Zumbi eu fui, triste morte amarguei,

Mas, quando vivo estive

Dos negros eu fui Rei.

 

Sigo em frente a divulgar

A mensagem de esperança

Aqui e em todo lugar.

Só é livre, quem faz mudança.

 

 

Olhai pra dentro de si

Índio, branco, negro, pardo.

E procurai melhorar

Prisão maior é aquela

Que não lhe deixa sair do lugar.

 

Aos negros quero dizer

Que ser negro não dá prazer

Porque esse mundo é atrasado

E se vive sem aprender.

 

 

Quanto tempo perdido

Entre leis e discussões.

Demoram a entender

Que somos todos irmãos.

 

Passados tantos anos

Da morte dos negros escravos

Ainda vemos homens sãos

Penando como vassalos.

 

 

Acorda, humanidade!

E aprenda a lição:

Só se vive a igualdade

Com amor no coração.

 

Zumbi dos Palmares

GESH - 21/11/2009 - Vitória, ES - Brasil

 

Nota: Zumbi dos Palmares foi líder do Quilombo dos Palmares aos 25 anos e morreu degolado aos 40 em 20/11/1695, após ter sido traído por um companheiro. Daí, sua inesperada presença bem no dia 21/11, pois na véspera foi o dia da Consciência Negra no Brasil.

 

Nota: Retirada da Mensagem Semanal 1750.




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