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Palavras de Margarida

07/10/2018



Há dias venho pensando na possibilidade de escrever algumas palavras para apresentação de nosso livro (Nostradamus), pequenino em número de folhas, porém grandioso no seu conteúdo:

Preocupei-me tanto com o assunto que me surpreendi cantarolando uma musiquinha bem antiga, gravada por Carmem Miranda. Ei-la:

 

Anunciaram e garantiram

Que o Mundo ia se acabar

Por causa disso

Minha gente lá de casa

Começou a rezar...

 

E até disseram que o sol

Ia nascer antes da madrugada

Por causa disso nessa noite

Lá no morro não se fez batucada

 

Acreditei nessa conversa mole

Pensei que o Mundo ia se acabar

E fui tratando de me divertir

E sem demora fui tratando

De aproveitar...

 

Beijei na boca

De quem não devia

Peguei na mão

De quem não conhecia

Dancei um samba

Em traje de maiô

E o tal do Mundo

Não se acabou...

Meu Deus, que horror!...

 

Citei a música porque, numa recente mensagem, um dos instrutores espirituais do GESJ fez que me lembrasse dela. E eu me pergunto: por que as pessoas insistem tanto em saber a data do terrível acontecimento?

Por que tanto interesse e preocupação?

Dizem, quando perguntamos que é mera curiosidade?

Então, por que saber a data do dia em que vamos morrer?

Todos os seres da natureza, inclusive o ser humano, ao nascer, já caminha para a morte.

Por acaso, os ansiosos vão mudar o rumo dos Desígnios Divinos?

Irão fazer testamento dos bens que possuem e não podem levar?

Mas, deixar pra quem, se todos fazem parte da mesma situação?

Será que planejam esconderem-se em alguma caverna, esquecendo-se que as mesmas desaparecerão, sendo igualmente destruídas?

“Não restará pedra sobre pedra”, palavras do Divino Mestre. Logo, se não podem levar, se não há ninguém para herdar, é claro que a maioria irá gozá-los sem freios, sem responsabilidades, dando vazão aos seus instintos bestiais. A partir daí, o caos se instalará.

E isso, o Pai não quer.

Nascemos com sina de morrer um dia, tanto faz sozinho, isolado, ou coletivamente. O que importa, em qualquer circunstância é que enquanto habitante no mundo físico, vivamos de acordo com as sublimes lições do Evangelho de Jesus.

Que se viva hoje como se fosse o nosso último dia de vida na face da Terra: amando a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.

Saber dia e hora da “grande viagem” não é nada agradável para nossa humanidade.

Como roteiro cotidiano, leiam com muita atenção a poesia “Presença Divina”, inclusa na apresentação desta humilde obra.

Muita paz, amor e perdão.

 

Margarida Pinho Carpes

Presidente do GESJ (27/11/1923 – 15/11/2014)

GESJ – 2011

 

Nota: Mensagem retirada do Livrinho do GESJ: Nostradamus 




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