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Os Intraterrestres de Stelta - Missão Submarina Extraterrestre - 5

08/02/1999



Colônia Submarina de Armat

1ª Viagem - 26 de Maio de 1984

Deixei meu corpo à mesa e fui em espírito, sozinho, até a porta. Lá estava à minha espera um ser de rosto como o nosso, traços bem feitos. Não tinha cabelos. O crânio era coberto com uma pele lisa, azul fosco (como látex azul) e no centro alto da cabeça havia algo como uma barbatana luminosa azul, semelhante a um filamento de neon. Em relação a este detalhe, fiquei por longo tempo forçando a mente no intuito de entender aquela luz. Intrigava-me a possibilidade de alguém ter luz no corpo... Pensava, foi um detalhe mal visto, mal interpretado. Dizia para mim mesmo: isto é um capacete, principalmente por ser azul. Então lembrei-me que ao olhar o ponto em que o azul da cabeça se destacava do restante do rosto, nada via que pudesse ser levantado ou separado. Foi então que me lembrei dos peixes fluorescentes que já em filmes e em fotos, admitindo que aquele amigo era um homem habitante das águas oceânicas, e que esse ponto fluorescente em sua cabeça pertencia ao seu corpo, assim como as barbatanas, os braços, etc.

A barbatana iniciava no alto da testa, engrossava luminosa no alto da cabeça e ia até a base do crânio, no fim do pescoço. Essa luz fluorescente fazia sua pele e tudo em volta refletir tons suaves de azul e lilás claríssimos. O Ser tinha um tórax bem desenvolvido, equilibrado, braços como os nossos (membros inferiores não me lembro de tê-los visto). Nesse ponto raciocinei que não tive permissão de ver-lhe o restante do corpo.

O primeiro contato com o Ser fez-me estranhar muito seus traços de semelhança com criaturas marinhas. Em lugar de pernas e pés, na melhor das hipóteses, talvez houvesse algo como a parte inferior das mitológicas sereias, e provavelmente me apavorasse muito mais, e por ignorância desistisse de acompanhá-lo, pondo a perder o trabalho fantástico que hoje se desenvolve. Sobre os ombros havia barbatanas de cores verdes, azuis, amarelas e violetas, douradas com as das penas do pavão. A primeira vez que as vi estavam abertas, erguidas sobre os ombros. Algo como espinhas firmavam aquela pele multicor. O fato é que a analogia que fiz da imagem desde Ser com a dos peixes fez-me vacilar em acompanhá-lo. Olhava as barbatanas e pensava: alguém que ainda traz no corpo sinais de vida animal supostamente não inteligente, pode ser um irmão primitivo... Sentia medo de acompanhá-lo. Olhava para os olhos claros, tranqüilos, de aparência inocente como a das crianças, mas traduzindo inteligência elevada, que me aguardavam com paciência e tolerância, traduzindo respostas como se soubesse exatamente o que eu estava pensando. Esperava, dando-me a chance de pensar, raciocinar e decidir acompanhá-lo ou não.

Ele não me deixou sentir vergonha por analisá-lo, nem se ofendeu com o meu olhar curioso. Foi então que percebi sua superioridade espiritual. Naquele instante, lembrei-me de que se ele havia entrado em nossa Casa, deveria ter sido com permissão do nosso Mentor Espiritual. Decidi-me acompanhá-lo não sabendo exatamente para onde, pois na realidade não tive coragem nem tempo de perguntar. Atravessamos a porta da sala onde reuníamos como se ela não existisse. Volitando, subimos a até uns três metros de altura do solo e olhamos em direção ao mar, que apesar de ser noite, estava azul brilhante como se fosse dia. Num segundo mergulhávamos num ponto como se fosse na Praia de Camburi, em águas rasas perto da praia, seguindo vagarosamente em direção leste. O amigo falava-me como se estivesse dentro do meu cérebro. Na realidade, não sentia nem enxergava meu corpo material, porém sentia e via o mar, que ele dizia já estar começando a se congestionar com detritos, restos, sucatas, venenos, sobras, lixos de nossa civilização, e de certa forma captava seus pensamentos assim: "olha o que estão fazendo com o nosso mundo". E eu me sentia mentalmente guiado para olhar num direção, onde via latas, metais, plásticos, restos de embarcação, materiais diversos, comprometendo a paisagem, prejudicando a faunae a flora daquele mundo submarino, escondido, todavia desprotegido.

Daí então me senti a voar por dentro d"água, a uma velocidade só permitida ao espírito, assim imagino, porque sabia que havia ido muito, muitíssimo longe, num piscar de olhos. Estava parado em frente a uma coisa que me parecia ser uma casa. Havia uma cerca baixa e algas plantadas, com aspecto de jardim. As algas flutuavam verticais, leves, ao sabor da densidade da água, que não sei porquê, atrapalhava enxergar com nitidez a casa, que parecia abandonada, desabitada. A visão desse ambiente, casa e jardim, parecia-me irreal por estar no fundo do mar, o que me fez pensar ser uma visão simbólica. Era um local bucólico, não sei bem explicar.

Este duelo de pensamentos frente à casa foi a última coisa que vi nesta viagem submarina.

No dia da viagem durante a parada frente à casa abandonada, aconteceram ruídos no ambiente onde meu corpo físico descansava, que me fizeram voltar à realidade material. Achei que aqueles ruídos haviam de alguma maneira interrompido a viagem; queria ver e saber mais, acreditava ter viajado pouco. Contudo, logo depois de descrevê-la para os colegas de mesa, e agora, ao redigí-la, concluo que a viagem realmente havia terminado. Os ruídos apenas coincidiram com o seu final, e o que vi e senti foi tanto, uma concessão tão sublime, que me emociono por julgar não merecê-la.

Abandonamos o local, rumo à superfície, numa velocidade tão fantástica que não me lembro do tempo dispendido no trajeto da casa submarina até a superfície do mar. Para se ter uma idéia da rapidez com que saímos da água, apesar de já estarmos a uns 100 metros de altura, ainda sobrava tempo para presenciar o espetáculo da água se espalhando, ao longe.




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