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Os Intraterrestres de Stelta - Missão Submarina Extraterrestre - 9

08/03/1999



4ª Viagem - 30 de Julho de 1984

ERSAM me aguardava à porta.

Saímos em direção ao mar. Sempre tenho a impressão de que vou rumo ao leste, em direção ao Atlântico. Hoje porém essa referência me falta. Sei apenas que vou em direção ao mar.

O mergulho vertical desta vez me pareceu diferente. Havia algo como um vácuo no meio do mar, como aquele centro do redemoinho. Via a água rugir, rodopiando veloz em volta do vácuo.

Achei o lugar parecido com o espaço abobadado sem água da viagem anterior. Diferia apenas porque havia algo que não identifiquei: a origem que gerava forças gigantes que movimentavam a água de forma indescritível. Alguma coisa batia a água como uma imensa centrífuga. Recebi orientação de ERSAM esclarendo-me que estávamos no Centro de Recuperação de Águas Contaminadas, situado no caminho de uma das mais poderosas correntes marítimas, que eu supunha situar-se no Oceano Pacífico. Simultaneamente foi-me projetado um mapa mundi vivo. Via claramente essa corrente fluir pela costa brasileira vinda do norte, contornando o continente americano pelo sul e seguindo sua rota pelo Pacífico, onde num determinado ponto estava a usina. Fiquei maravilhado e emocionado com aquele imenso trabalho, que cuidava da fauna e da flora marinha e da saúde dos homens, porque afinal de contas ingerimos sal marinho, alimentamo-nos de peixes e um de nossos lazeres preferidos é o banho de mar. E para que isso continuasse, nossos amigos irmãos trabalhavam dia e noite a fim de que esse equilíbrio não se perdesse após cada detonação de armas nucleares experimentadas em alto mar.

Estava pensando neste trabalho paciente e fantástico, quando senti ERSAM a minha frente. Em seguida seu rosto se transformou no de um ser monstruoso, mas que de certa forma guardava traços seus. Senti naquele momento grande pavor, por um instante esqueci tudo, toda a obra maravilhosa feita por ERSAM e seu povo, para imaginar que ele queria me assustar e havia preparado uma armadilha. Fui apanhado de surpresa pelo quadro horrendo que me foi jogado bruscamente na tela mental. Nesse instante senti que ERSAM estivera o tempo todo ao meu lado. Que aquelas imagens horríveis eram resultado de nossas experiências atômicas na face dos homens do mar. Nem por segundo havia censura no ar. Também não me senti envergonhado pelo obra maléfica dos meus irmãos da superfície, porque percebia um significado maior, além talvez dos sentidos, de todo aquele encontro. Naquele instante compreendi perfeitamente que todos somos irmãos, não importando o espaço, o planeta ou a dimensão em que se viva. Senti-me mais encorajado a observar o quadro triste a minha frente como a projeção de um slide numa grande tela. Os traços perfeitos do rosto de ERSAM, seu crânio arredondado e iluminado, havia se degenerado. A pele fina e morena havia se tornado irregular, grosseira como couro de um crocodilo. O crânio torna-se pontudo, em lugar do filete luminescente havi algo como uma crista dura e negra. Não via boca nem nariz, apenas alguns rasgos na face assinalavam o lugar antes ocupado por esses órgãos, em compensação, os olhos haviam se degenerado e a pobre criatura possuía dois pares deles. A testa alongara demasiado, não havia mais nenhuma semelhança com meu amigo ERSAM. Era um quadro imensamente triste. Varreram-me da mente estas visões. Vibrava dentro de mim, só, no vazio, no escuro.

Recuperei novamente a visão. Não sabia se ainda estava ou se havia voltado ao Centro de Recuperação de Águas. Estive só, por alguns instantes. Então surgiu um ser pequeno, de aparência igual à nossa; um homem em miniatura. Olhou para mim de modo significativo. Saiu em direção a um túnel que se adentrava pela terra. Senti instantaneamente grande simpatia por aquele ser. Fui na direção em que ele havia seguido. Cheguei perto da entrada do túnel, mas não continuei porque percebi que eu era muito grande para lá entrar. Aguardei-o por alguns instantes e como ele não voltou, retornei ao local onde estava antes que ele aparecesse. De lá, olhei para a saída do túnel. Lá estava ele, segurando em sua mãozinha algo que brilhava e refletia luz, que se modificava com vivas vibrações. Caminhou em minha direção e entregou-me um belo cristal. Peguei-o e agradeci aquele lindo presente.

Novamente ERSAM estava comigo. Então mentalmente disse-me: Vamos, por hoje basta. Você até já ganhou um presente.

Quase simultaneamente ERSAM fez referência a criaturas marinhas que lutam com forças maléficas e que são responsáveis por alguns dos sequestros de homens e objetos em pontos especiais do mar, como por exemplo a área próxima às Bermudas. De um certa forma senti que ele nos prevenia. Entramos novamente no centro do redemoinho, protegidos como no início da viagem e voltamos à porta da sala de reunião. Agradeci a ERSAM pelo maravilhoso passeio enquanto ele voltava ao mar.




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