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Participai do Exército do Cristo

18/09/2022

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Salve, o Mestre Jesus, aquele que me resgatou e que socorre a humanidade em seus tropeços, em seus atrasos e em sua ignorância, por não compreender que o Amor Divino transcende o ódio, a indiferença e as injustiças.

Há muitos relatos da vida do Mestre Nazareno que não poderiam chegar à luz do esclarecimento humano, pois, se transmitidos à época de sua passagem na Terra, seriam considerados desonra e traição por quem os relatasse.

Quando o Mestre esteve preso nas celas romanas, na Galileia, durante o seu julgamento, eu era um soldado romano incumbido de vigiar aquele criminoso, por tratar-se de alguém com alto potencial de perigo, por poder nos envolver com sua palavra. Achava, olhando para aquele homem, que alguma coisa estava errada na apreciação dos nossos superiores.

Antes da tortura, de lhe colocarem os espinhos sobre a cabeça, ficava observando as suas feições, o seu comportamento, visto que Ele nada falava. Nos meus pensamentos mais íntimos, percebia que algo estava errado no julgamento que faziam daquele homem. No Seu olhar não havia ódio, vingança, insatisfação, revolta.

Eu conversava com meus companheiros, que também não compreendiam porque Ele não gritava e não se rebelava. Alguns nos diziam que era louco; outros, que era fanático. Mas eu não conseguia compreender o motivo de tal forma de proceder.

Não poderia expressar em palavras a minha discordância, indo contra uma decisão de César, já que, como soldado romano, seria acusado de traição e isso seria uma desonra para um soldado e sua família.

Naturalmente, findada aquela encarnação, fui arrastado pelas hostes inferiores para uma zona de guerra, dado que era considerado um valente soldado. Algo me tocou durante uma batalha, quando, de longe, ouvi uma voz chamando o meu nome, convidando-me para participar de um outro exército, o do próprio Cristo, aquele, o qual fui designado para mantê-lo na prisão.

Hoje, faço parte desse exército que me tirou das zonas escuras. Foi um processo doloroso - uma vez que aprendi a servir cegamente aos meus comandantes - e uma mudança de paradigma para mim.

Entendi que não é preciso acatar irrefletidamente ao Mestre Jesus. Compreendi que a honra não vem de cumprir todas as ordens, mas vem do meu comportamento, da minha transformação. Assimilei que não fazemos inimigos durante as batalhas da Luz, mas estamos salvando os nossos irmãos; que para conviver com o Mestre, não precisamos ser perfeitos, sem defeitos, e que mesmo cobertos de erros e de passados obscuros, mesmo assim, podemos lutar e trabalhar em Seu nome. Mesmo tropeçando e errando, não estamos perdendo tempo no caminho; estamos apenas aprendendo a separar o errado do certo, o bom do mal. A mudança de percurso, às vezes tomando o caminho errado, é apenas um lapso da nossa eternidade e que tudo é aprendizado.

Por isso, humildemente, transmito a minha mensagem e o meu depoimento para aqueles que acham que, errando, não alcançarão a regeneração; aqueles que, não compreendendo o verdadeiro significado do perdão, não conseguirão ser perdoados; aqueles que, ainda apegados, acreditam que não serão amados pelo Deus Maior.

Refazei todos os vossos pensamentos. Criai a esperança dentro de si, de que o Mestre é para todos e que não há eleitos em Seu coração. Há apenas irmãos, ovelhas que, no momento, se desviaram do caminho.

Acreditai firmemente que Ele não abandonará ninguém. Finda esta etapa de escolha, Ele ainda continuará amando, perdoando e socorrendo.

Muitos companheiros de exército ainda continuam lutando pelas Trevas, contudo compreendi que eles estão apenas equivocados e que, como eu, em outro planeta, outras terras, também encontrarão a percepção de que servir ao Mestre não é fraqueza, não é humilhação. Ao pensarmos em construir dentro de nós esses pensamentos, cai por terra o orgulho, o egoísmo, a separação.

Hoje, nas zonas de guerra, no plano físico, eu olho para aqueles irmãos e me enxergo neles, lutando por um comandante que só é forte aos olhos humanos, mas espiritualmente é frágil e impotente ante o Poder Divino, que virá cumprir a tarefa regeneradora de levar esses pobres líderes a confrontarem-se com sua pequenez.

No planeta para onde serão enviados, serão os dirigentes de quê? Numa terra estéril, que tipo de soldados arregimentarão?

O momento atual é de reflexão, em que cada um deve parar, meditar e concluir:

A quem servis?

Qual o propósito da luta?

Aonde pretendereis chegar?

Momentos graves abalarão a Terra e somente nesses momentos que as máscaras cairão, que as verdadeiras faces se apresentarão. Durante a guerra, não conseguireis disfarçar sobre qual lado servis.

Convidamos todos para fazerem parte do Exército do Mestre Jesus, não para criar fronteiras, defender países, porém para a liberdade de um planeta que, cansado de guerras, merece a defesa, a higienização para o novo patamar evolutivo.

Despeço-me, agradecendo e me curvando, não como humilhação, mas como reconhecimento do Amor de Jesus por nós.

Lucrécio, entre vós.

Salve, o grande Mestre Jesus.

 

Lucrécio

Soldado Romano

GESH – 01/04/2022 – Vitória, ES – Brasil




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